![]() COT Nº
70, maio de 2002
A planta apresenta grande potencial forrageiro
por ser boa fonte de proteína, por causa da boa fixação
biológica de nitrogênio e, com isso, adapta-se bem aos solos
pobres dos Cerrados brasileiros. Além disso, tem boa resistência
à antracnose, doença causada por Colletotrichum gloeosporioides,
que limita a persistência de Stylosanthes spp. na pastagem,
em função da desfolha e morte de plantas.
De acordo com os produtores de sementes,
o custo de produção médio por hectare situou-se em
torno de R$ 1.600,00 na safra 2000/2001, com produção média
de 300 kg/ha de sementes beneficiadas. Após o lançamento,
em função do aumento da oferta do produto no mercado, houve
redução do preço, o que pode incentivar o aumento
da área semeada com essa leguminosa.
• Boa produtividade de sementes (200
a 400 kg/ha).
• Boa resistência à antracnose. • Boa persistência sob pastejo, permanecendo por mais de cinco anos em consorciação com Brachiaria decumbens, desde que bem manejada. • Alta capacidade de ressemeadura natural, contribuindo sobremaneira para a sua persistência. • Boa obtenção de nitrogênio
por fixação biológica, por associação
de suas raízes com bactérias do gênero Rhizobium. Conforme
Miranda et al. (1999), a fixação biológica situa-se
em torno de 180 kg de nitrogênio por hectare por ano, enquanto que
para as cultivares Mineirão (Stylosanthes guianensis) e Pioneiro
(S. macrocephala), os valores são 95 e 88 kg de nitrogênio
por hectare por ano, respectivamente (Fig. 1).
• Bom desempenho animal em áreas
de consorciação com braquiárias. Em área experimental
de 48 hectares, implantada em Chapadão do Sul, MS, em 1998, obtiveram-se,
durante o ano de 2000, resultados muito positivos de desempenho animal
na associação de estilosantes Campo Grande com B. decumbens
(Valle et al., 2001). Os autores verificaram 7% de aumento de ganho de
peso anual (kg/ha/ano) para lotação de 0,6 UA/ha, 18% para
1 UA/ha e 20% para 1,4 UA/ha em relação ao pastejo em B.
decumbens solteira (Fig. 2). Verificaram-se, também, incrementos
nos ganhos médios diários (grama/animal/dia) da ordem de
10%, 18% e 23%, respectivamente para as três lotações,
em pastejo na gramínea+leguminosa quando comparado à gramínea
solteira (Fig. 3).
![]() O estilosantes Campo Grande é resultado
de mais de dez anos de pesquisa com a leguminosa, e a coleção
da Embrapa Gado de Corte, com mais de 1.000 introduções de
Stylosanthes spp., continua sendo avaliada com o objetivo de obter
materiais promissores, visando ao uso em programas de melhoramento genético
e liberação de novas cultivares.
Mais informações sobre a leguminosa podem ser encontradas no Comunicado Técnico no 61 e no Gado de Corte Divulga no 38, ambas publicações da Embrapa Gado de Corte. EMBRAPA GADO DE CORTE. Estilosantes Campo Grande. Campo Grande, 2000. 2 p. (Embrapa Gado de Corte. Gado de Corte Divulga, 38). EMBRAPA GADO DE CORTE. Estilosantes Campo Grande: estabelecimento, manejo e produção animal. Campo Grande, 2000. 8 p. (Embrapa Gado de Corte. Comunicado Técnico, 61). MIRANDA, C. H. B.; FERNANDES, C. D.; CADISCH, G. Quantifying the nitrogen fixed by Stylosanthes. Pasturas tropicales, v. 21, n. 1, p. 64-69, 1999. VALLE, L. C. S.; SILVA, J. M.; SCHUNKE, R. M. Ganho de peso de bovinos em pastagens de Brachiaria decumbens pura e consorciada com Stylosanthes spp. cv. Campo Grande. In: REUNIÃO ANUAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE ZOOTECNIA, 38., 2001, Piracicaba. Anais... Piracicaba: FEALQ, 2001. p. 175-176. |